Friday, October 31, 2008
O Preço da Traição
Wednesday, October 29, 2008
Aniversário
Ah, os presentes.
Monday, October 27, 2008
Menino-Bolha
Observando o girar da roda, o balançar do balanço, o soprar do vento, o viver da vida.
A criança perdida, batendo à porta aos berros, torcendo para que jamais seja esquecida.
Seria eu um menino-bolha, ou uma bolha-menino?
Seriam essas batidas que escuto o chamar do tempo?
Seria isso um chamado de ajuda? Um pedido de resgate?
Enfim, de que importa?
Contanto que esbanje alegria, que o sorriso nunca cesse, que a alma nunca enfraqueça.
Contanto que o tempo passe, que cresçamos preservando aquele valor interior.
Contanto que as boas amizades durem para todo o sempre, e se fortaleçam todos os dias.
Contanto que os bons amigos, mesmo distantes, permaneçam para sempre como bons amigos.
Contanto que o menino cresça, mas a criança permaneça a mesma.
Contanto que a alegria contagie a todos.
Contanto que o palhaço nunca perca a graça e o picadeiro jamais feche.
Preserve a essência infantil, e jamais a perca.
Afinal, como exístiriamos sem aquela alegria imprescindível, inexplicável e infindável?
Sunday, October 26, 2008
Senhor do Tempo
Acordou, como de costume, às sete horas da manhã, levou as mãos ao rosto e sentiu algo diferente. “Desde quando tenho tantas rugas?” - perguntou-se. Levantou-se em direção ao banheiro, cambaleando sonolentamente, ainda não havia aberto os olhos. Sentia-se cansado, os ombros pesavam mais do que o normal. Adentrou o banheiro, ligou a torneira, encheu as mãos de água e lavou o rosto. Abriu os olhos e se olhou no espelho, “O que aconteceu comigo?” - foram as primeiras palavras saídas de sua boca. O cabelo, branco, já não era mais visto com abundância, a pele, enrugada, não demonstravam seus 17 anos. Lavou o rosto novamente, como quem não quer acreditar no que está vendo, mas nada mudou. Continuava ali, cheio de rugas, velho. Procurou saber a data, percebeu que tudo estava diferente, atualizado. Encontrou um celular e o encarou, não era parecido com qualquer coisa que já havia visto, ligou e foi atrás da data, ficou boquiaberto.
“29 DE OUTUBRO DE 2042?!” - o grito ecoou por sua casa e dentro de sua cabeça. Seu cérebro pulsava procurando entender tudo aquilo, antes de dormir tinha recém completado 17 anos, e algumas horas depois acorda com 51, “Como pudera o tempo passar tão rápido?” - pensou. Ao menos era seu aniversário, quem sabe não teria a chance de esclarecer aquela história com os amigos. Tomou um banho, com a cabeça ainda latejando, sentou-se no sofá ao lado do telefone, e esperou. “51 anos, sem mulher, sem filhos, o que diabos aconteceu de errado em minha vida?” - questionava-se. Esperou a tarde inteira, nenhuma ligação, nenhuma visita, nenhuma mensagem, nada. Teria ele se tornado um ermitão? Seu cérebro, já cansado, demonstrava sinais de fraqueza, e seu corpo foi tomado por uma sonolência incompreensível, dormiu pensando se aquilo tudo não era um pesadelo. Acordou, suas costas doíam, por ter dormido no sofá, ou quem sabe fosse apenas a idade. Não era um sonho, nem um pesadelo. “Como diabos 34 anos passaram em algumas horas de sono?” - questionou-se, irritado. E seus planos? O que teria acontecido com seus planos? Havia planejado sua vida toda, passo a passo, não conseguia enxergar seu erro. Sua mente lutava contra a verdade, procurando uma resposta para tudo aquilo. Num momento de luz, realizou o que poderia ter sido seu erro. “O planejar.” - afirmou. Não queria aceitar, por que teria sido um erro planejar sua vida? Nada poderia dar errado, pois havia planejado tudo. Sua cabeça, inundada de memórias, pesava. Percebeu que o erro não foi só fazer planos, mas sim automatizar sua vida, não era um robô, era um humano, de carne e osso, e emoções. Realizou que não fora feito para viver uma vida automatizada, esse foi seu erro. Exagerou no planejamento, e foi isso que ganhou: uma vida sem amigos, sem família, sem lembranças, uma vida não vivida. “Se eu pudesse ter tido esta epifania antes, se eu tivesse uma segunda chance…” - pensou. Mas não tinha. Aquela era a vida que ele mesmo preparara. Não podia mais mudar o que passara, resolveu então buscar o que ainda podia fazer, tentar reerguer sua vida, ser feliz. Sabia que nada traria de volta os 34 anos perdidos, olhou na parede um calendário, com metas e planos, rasgou-o. Vida nova, livre.
Porque o tempo não volta, nunca.
Saturday, October 25, 2008
Verdades Indubitáveis
Viva, pense, transcenda, sinta, evolua e o mais importante: aprenda.
Friday, October 24, 2008
Maybe we're all wrong.
When every lightning seems to be the last one, and you just can't see 'cause everything is blurry..
Closing your eyes you try to feel it, but the body just doesn't answer the brain, and your mind vagues around trying to focus on a memory, but it just seems impossible.
Then you take a deep breath and start organizing your thoughts, realizing everything have been so wrong lately.
What's the problem with all this people around the world? You ask yourself.
Maybe there's not any problem, maybe everything is right, maybe those lightnings probably were your final round.
Well, who cares?
Maybe we're all wrong, then why should we waste our time looking for irrefutable answers?
- Só um teste, um texto em inglês sobre um assunto inútil..